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Suspeito de chefiar esquema de golpes que movimentou mais de R$ 600 mi no PI diz que não tem como pagar vítimas, afirma delegado

Prisão de "Chico Trader": suspeito disse que não tem dinheiro para pagar vítimas "Deixou bem claro que não existe mais dinheiro [das vítimas]", foi o que d...

Suspeito de chefiar esquema de golpes que movimentou mais de R$ 600 mi no PI diz que não tem como pagar vítimas, afirma delegado
Suspeito de chefiar esquema de golpes que movimentou mais de R$ 600 mi no PI diz que não tem como pagar vítimas, afirma delegado (Foto: Reprodução)

Prisão de "Chico Trader": suspeito disse que não tem dinheiro para pagar vítimas "Deixou bem claro que não existe mais dinheiro [das vítimas]", foi o que disse o delegado Luciano Alcântara sobre o depoimento de Francisco das Chagas Chaves da Silva, conhecido como "Chico Trader", preso após se apresentar no Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), nesta quarta-feira (22). Ele é apontado pela Polícia Civil como chefe do grupo investigado por aplicar golpes com falsas operações na Bolsa de Valores, esquema que teria movimentado cerca de R$ 600 milhões. A defesa de Francisco das Chagas informou ao g1 que ainda não irá se pronunciar sobre o caso. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "Na oitiva, tirou algumas dúvidas, mas a principal: o que aconteceu com o dinheiro das vítimas. Ele deixou bem claro que não existe mais dinheiro, que de todos os valores investidos, uma parte foi utilizada para pagar parcelas de cartões de crédito de vítimas que investiram na empresa. Disse que chegou um momento que tirou uma parte para fazer operações e que perdeu o dinheiro nas operações na Bolsa de Valores", iniciou o delegado Luciano Alcântara. "Ao final, falou que não tinha mais nenhum valor, e aí foi o momento que ele desaparece. Ele fala que não tem nenhum valor disponível para ressarcir as vítimas do prejuízo que foi causado pelo golpe financeiro", completou. Segundo o delegado, a investigação aponta que este é o maior golpe financeiro da história do Piauí. O número de vítimas também aumentou ao longo da apuração. Em 2023, a empresa tinha cerca de 25 investidores, mas, quando Francisco desapareceu, em maio de 2025, já reunia aproximadamente 330 pessoas. Após prestar depoimento, o investigado foi encaminhado à Central de Inquéritos para passar por audiência de custódia. LEIA TAMBÉM: Vítima perdeu mais de R$ 1 milhão Como funcionava o esquema A Operação Extrema Confiança investiga um grupo suspeito de atrair investidores com promessas de altos lucros por meio de supostas operações na Bolsa de Valores. De acordo com a Polícia Civil, Francisco começou a atuar no mercado financeiro em 2017. Após uma parceria malsucedida que deixou investidores com prejuízos superiores a R$ 100 mil, ele passou a atuar sozinho e fundou a Xtreme Trade. Em 2023, tornou-se o único sócio-administrador da empresa e intensificou a captação de recursos de terceiros. Segundo o delegado, o investigado aceitava investimentos em dinheiro, transferências bancárias, joias e veículos, o que dificulta calcular o prejuízo total. Entre cerca de 100 vítimas já ouvidas pela polícia, há perdas individuais que variam entre R$ 200 mil e R$ 400 mil. Francisco das Chagas, conhecido como "Chico Trader" Reprodução Prisão e investigação Com o desaparecimento de Francisco, centenas de vítimas procuraram a Polícia Civil, que passou a investigar o caso em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Na segunda fase da Operação Extrema Confiança, realizada em junho de 2026, a Justiça expediu mandados de prisão contra integrantes do grupo, incluindo Francisco e a namorada dele, Kayra. Ambos chegaram a ser incluídos na lista de procurados da Interpol. A polícia informou que a investigação agora concentra esforços para localizar Kayra, que permanece foragida, e concluir o inquérito que será encaminhado ao Ministério Público. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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